O que é gestão estratégica de empresas e como aplicá-la agora mesmo

O conceito de gestão estratégica de empresas vem sendo cada vez mais difundido pelo mundo dos negócios. Os processos de gestão empresarial que abraçam essas práticas vêm, notoriamente, atingido níveis de otimização e evolução constante. 

Ao longo deste artigo, vamos esclarecer tudo o que você precisa saber sobre o tema, desde a definição do processo, passando por pelas fases de seu framework (diagnóstico, formulação, implantação e acompanhamento), principais ferramentas e dicas valiosas de como aplicar essas práticas no seu empreendimento.

O que é gestão estratégica de empresas?

O conceito de gestão estratégica considera as constantes e ininterruptas mudanças nos hábitos de consumo e nas dinâmicas de mercado, e vem para definir todo o processo de tomada de decisões correspondentes ao comportamento de um negócio ao longo do tempo. 

Ao planejar, implementar e mensurar ações de acordo com a observação da relação entre a companhia e o ambiente no qual ela se insere, as transformações começam a ser vistas, além de adversidades e mudanças ou novas tendências.

Assim, a empresa passa a caminhar em direção a conquista de uma vantagem competitiva e de um posicionamento favorável no mercado, ao mesmo tempo em que mantém sua cultura preservada. 

Da mesma forma, gestão estratégica também consiste em transformar uma ideia de negócio em valor real para todos os stakeholders, a partir de um plano de ação bem elaborado.

Sendo assim, gestão estratégica de empresas consiste em uma série de práticas e metas traçadas pelos principais gestores de um negócio, considerando tanto o ambiente interno quanto o externo da empresa. 

Aqui, os executivos determinam os principais objetivos, prazos e métodos para que esses objetivos sejam atingidos, além da aplicação dos recursos necessários para tal. Por meio da gestão estratégica, todos os processos do negócio são administrados de forma a otimizar sua eficácia e coesão com os objetivos traçados. 

Tudo deve ser conduzido de acordo com um planejamento estratégico que leva em conta aspectos importantes como concorrência, recursos financeiros, capital humano, ameaças, oportunidades e mudanças internas e externas de contextos.

Ao longo das últimas décadas, este tem sido um dos temas mais recorrentes dentro do ambiente corporativo. E, embora grandes empresas já estejam habituadas a realizar trabalhos de gestão estratégica, muitas ainda negligenciam essas práticas. 

O que vale ressaltar é que, independente do modelo de gestão ou do tamanho da empresa, boas ações de gestão estratégica constituem, no atual contexto, elementos valiosos para o desenvolvimento de qualquer empreendimento – inclusive, para pequenos negócios, que, com um planejamento estratégico, podem alavancar seus crescimentos significativamente, apesar dos baixos orçamentos.

Também é interessante salientar que existe uma sutil diferença entre gestão estratégica e planejamento estratégico. Enquanto a primeira visa promover práticas em prol do sucesso do empreendimento, o segundo é a consolidação do primeiro, operando de forma a colocá-lo em prática. 

Logo, para que os processos ocorram de forma plena, é extremamente necessário sintonia entre ambos.

Como é a gestão estratégica de empresas na prática?

Via de regra, uma organização empresarial é composta por um conjunto de setores que operam a favor do cumprimento de metas específicas estabelecidas por um planejamento estratégico. 

Para que todo esse trabalho ocorra de forma coesa e eficaz, e considerando a importância de cada um deles, é essencial que todos os departamentos funcionem de forma perfeitamente integrada. 

Uma boa gestão estratégica compreende a empresa como um grande organismo em que cada departamento é como um órgão, cujas particularidades e importâncias devem ser igualmente observadas, a fim de que os esforços de todos sejam movidos no mesmo sentido. 

Portanto, não se trata de uma abordagem individualista para cada área, e sim, de entender todas como complementares, sem que se perca a visão do negócio como um todo. Para tal, ações de gerenciamento são implantadas para o levantamento de informações que sirvam como base para a tomada de decisões importantes. 

Nesse sentido, é primordial que haja uma comunicação eficiente, que transmita a estratégia da empresa e engaje os colaboradores, gerando comprometimento e produtividade.

Cumpre, também, ressaltar a importância da tecnologia dentro dos processos de gestão. Todo o mercado está operando de forma cada vez mais automatizada e inteligente, e sua empresa precisa se esmerar em acompanhar essa tendência. 

Esse cuidado é primordial para uma boa administração do de cada área do seu negócio. Por exemplo, uma gerência de marketing dotada de inteligência comercial promove rapidez e praticidade no contato com os clientes, aumentando as vendas e a produtividade da equipe. Já os departamentos administrativo e financeiro, ao lançar mão de bons recursos de automatização, evitam retrabalhos e burocracias desnecessárias.

Existem inúmeros softwares integrados de gestão que podem te ajudar com esse processo. Lembre-se que a tecnologia pode, e deve, ser uma grande aliada na condução de todo e qualquer negócio.

Fases do processo de gestão estratégica de empresas

Basicamente, o framework de uma boa gestão estratégica consiste em algumas fases, de acordo com o conceito de ciclo PDCA (Plan, Do, Check e Act). São elas:

Diagnóstico

Esse primeiro passo tem por finalidade o levantamento de dados a respeito da real situação do negócio, mapeando, continuamente, fatores externos e sua influência sobre a empresa. 

Além disso, a etapa do diagnóstico também passa pelo levantamento de fatores internos, a fim de avaliar e aprimorar as competências, vantagens e desvantagens apresentadas pela organização. Neste sentido, ferramentas como a Análise SWOT são de vital importância para otimizar o trabalho.

Nada deve escapar desta fase: 

  • as diretrizes estratégicas; 
  • a capacidade da equipe; 
  • o planejamento financeiro; 
  • pontos fortes e fraquezas da empresa; 
  • características da concorrência.

Formulação

Este é o momento de reunir todas as conclusões tiradas na etapa anterior e elaborar o plano de ação da empresa, a fim de atingir os objetivos estipulados. 

Para tanto, existe uma série de caminhos possíveis, de acordo com as particularidades de cada negócio. Independente de qual maneira a fase de formulação seja conduzida, é indispensável um plano de ação que funcione como base para a administração do tempo e das atividades, considerando:

  • objetivos gerais e específicos;
  • orçamentos;
  • prazos;
  • pessoas responsáveis por cada ação planejada;
  • riscos;
  • planos de emergência. 

Também é o momento de se aprofundar um pouco mais nos resultados da etapa anterior, formulando tópicos mais específicos como:

  • metas em curto;
  • médio e longo prazo; 
  • investimentos necessários; 
  • expectativas de faturamento; 
  • ações específicas de cada área; 
  • consequências de eventuais não cumprimentos dos objetivos.

Implantação

Após analisar, diagnosticar e formular, é chegado o momento de, finalmente, executar tudo o que foi anteriormente elucubrado. 

Para se colocar em prática uma grande quantidade de ações, sem que haja perda de controle por parte dos gestores, pode ser necessário o uso de certas ferramentas, como BSC (Balanced Scorecard), um método de monitoramento de métricas definidas ao longo das fases anteriores.

Acompanhamento

Por fim, é importante que tudo o que estiver sendo realizado passe por um rigoroso processo de acompanhamento, a fim de que se mantenha o controle sobre o andamento e evolução de todos os processos. 

Ao longo do acompanhamento, problemas – bem como suas respectivas causas e soluções – são identificados. Para isso, é de suma importância que se realize uma estratégia de identificação de indicadores-chave, também conhecidos como KPIs (Key Performance Indicators).

Ferramentas para gestão estratégica de empresas

Tão importante quanto conhecer cada passo do processo de uma gestão estratégica de excelência é conhecer as melhores ferramentas para executá-los. Como já foi dito, existem inúmeros meios estratégicos para modelar os processos de uma organização, cada qual mais ou menos adequado às necessidades particulares de um negócio. A seguir, listaremos as principais ferramentas para gestão estratégica de empresas:

Análise SWOT

A Análise (ou Matriz) SWOT é uma ferramenta de análise dos âmbitos interno e externo de uma empresa, considerando quatro parâmetros-chave: forças (strength), fraquezas (weakness), oportunidade (opportunities) e ameaças (threat). Todas as estratégias são traçadas a partir desses quatro conceitos.

Balanced Scorecard

O BSC (Balanced Scorecard) consiste em toda uma metodologia de monitoramento de indicadores que compreende que algumas perspectivas, além das financeiras, são necessárias para o pleno acompanhamento e desenvolvimento de um negócio. Essas perspectivas básicas são: financeira; de clientes; e de processos internos.

Objetivos e Resultados-Chave

Utilizada por gigantes como Google, LinkedIn e Amazon, a metodologia OKR (Objectives and Key-results) prioriza a realização de metas em curto prazo, regras flexíveis, objetividade e o envolvimento ativo dos colaboradores com o processo.

PDCA

PDCA é uma sigla para Plan (Planejar), Do (Fazer), Check (Checar), Act (Agir). Por meio da repetição cíclica dessas quatro fases, processos são planejados e aplicados, problemas são detectados e resolvidos e resultados são conferidos.

Softwares de automação

Em pleno século XXI, a automação de processos por meio de softwares especializados é imprescindível para um bom planejamento estratégico. Essas ferramentas proporcionam praticidade, otimização e eficiência, além de permitir o acompanhamento em tempo real de tudo o que ocorre na empresa.

Lembrando que, para a realização de um bom trabalho de gestão estratégica de empresas, é imprescindível que suas tarefas sejam bem organizadas. Por isso, preparamos um conteúdo especial sobre o assunto, que você pode conferir aqui!

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