Conheça os impactos do Open Insurance para produto, tecnologia e experiência do cliente

Tabela de Conteúdos

O certificado digital é uma camada de confiança relevante quando empresas de seguros adotam Open Insurance, modelo em que dados securitários são compartilhados de forma segura, padronizada e consentida por meio de APIs. O cliente mantém controle sobre seus dados e pode autorizar que seguradoras, plataformas e parceiros usem essas informações para criar ofertas mais rápidas, personalizadas e transparentes.

Esse modelo conecta produto, tecnologia e experiência do cliente em uma mesma estratégia. Para seguradoras, corretoras, insurtechs e empresas que operam jornadas digitais, o desafio não está apenas em cumprir regras técnicas, mas em transformar dados autorizados em processos mais simples, propostas mais aderentes, documentos automatizados e decisões mensuráveis ao longo de toda a contratação.

Resumo

  • O Open Insurance permite o compartilhamento seguro de dados de seguros mediante consentimento do cliente.
  • Os impactos aparecem em produto, tecnologia, governança, segurança e experiência do cliente.
  • APIs, consentimento e automação documental reduzem atritos em contratação, renovação e portabilidade.
  • KPIs como conversão, SLA, churn, NPS e taxa de consentimento ajudam a medir resultados.

Fatos rápidos

  • De acordo com a Susep, os documentos de referência reúnem normas e manuais do Sistema de Seguros Aberto.
  • O Manual de Segurança orienta requisitos de proteção aplicáveis ao compartilhamento de dados.
  • A Lei Geral regula o tratamento de dados pessoais, inclusive em meios digitais.

O que é Open Insurance?

Open Insurance é o Sistema de Seguros Aberto, no qual consumidores de seguros, previdência complementar aberta e capitalização podem permitir o compartilhamento de suas informações entre instituições autorizadas. A própria Susep define esse modelo como uma forma segura, ágil, precisa e conveniente de circulação de dados, sempre vinculada à autorização do titular.

O conceito se aproxima do open finance, mas aplicado ao universo securitário. Em vez de depender de cadastros repetidos, comprovantes enviados manualmente e análises isoladas, as empresas passam a trabalhar com dados padronizados e integrados. Isso favorece comparações, cotações, portabilidade, contratação e acompanhamento de apólices em canais digitais.

Impactos em produto e proposta de valor

O primeiro impacto aparece no desenho de produto. Com dados consentidos, a seguradora pode compreender melhor perfil, histórico, necessidades e riscos do cliente. Isso não significa precificar de forma automática sem critério, mas usar informações estruturadas para reduzir generalizações, ajustar coberturas e oferecer jornadas mais compatíveis com cada contexto.

Segundo a Susep, a Fase II iniciou o compartilhamento de dados pessoais mediante consentimento, começando por dados cadastrais e seguro residencial. Esse avanço cria base para produtos com onboarding mais curto, menor retrabalho e maior aderência entre oferta, risco e documentação exigida.

Área de produtoMudança geradaIndicador de acompanhamento
CotaçãoUso de dados autorizados para reduzir campos manuaisTempo de contratação
PrecificaçãoMelhor leitura de perfil, risco e históricoConversão por oferta
RenovaçãoAtualização mais simples de dados e documentosChurn
PortabilidadeComparação mais transparente entre opçõesTaxa de consentimento

Tecnologia, APIs e governança de dados

No campo técnico, o Open Insurance exige arquitetura preparada para integrações confiáveis. Isso envolve mapeamento de dados, autenticação, controle de consentimento, logs, trilhas de auditoria, versionamento de APIs e monitoramento de disponibilidade. A jornada deixa de ser apenas uma tela de formulário e passa a depender de uma operação conectada entre sistemas.

De acordo com o Manual de APIs do Open Insurance, o documento define as especificações necessárias ao compartilhamento de dados e serviços no escopo do sistema. Para empresas que já usam uma API de assinatura, a lógica de integração deve ser pensada de ponta a ponta, incluindo envio, autenticação, assinatura e armazenamento.

Governança e segurança operacional

A governança precisa responder a perguntas objetivas: qual dado será usado, por qual finalidade, por quanto tempo, com qual base de consentimento e em qual sistema. Sem esse controle, a integração pode até funcionar tecnicamente, mas gerar risco jurídico, operacional e reputacional para a organização.

Recursos de criptografia de dados, segregação de acessos, monitoramento de APIs e registros de consentimento ajudam a sustentar a operação. Em paralelo, políticas de LGPD e assinatura devem orientar a coleta, o tratamento e o descarte de dados pessoais em cada etapa da jornada.

Experiência do cliente no centro da jornada

O sucesso do Open Insurance depende da percepção do cliente. Se a pessoa não entende o que está autorizando, por qual motivo e com qual benefício, a taxa de consentimento tende a cair. Por isso, os fluxos precisam explicar finalidade, prazo, dados envolvidos e possibilidade de gestão do consentimento com linguagem simples.

De acordo com o Manual de Experiência do Cliente do Open Insurance, a jornada deve ocorrer em ambiente seguro e com o mínimo de fricções possível. Esse princípio combina bem com estratégias de experiência do cliente, nas quais clareza, velocidade e confiança influenciam diretamente a conversão.

Etapa da jornadaAtrito comumBoa prática
ConsentimentoTexto longo e pouco claroExplicar finalidade e dados usados
CadastroInformações repetidasPreencher campos com dados autorizados
ContrataçãoDocumentos manuaisAutomatizar envio e assinatura
Pós-vendaBaixa visibilidade do statusNotificar prazos, pendências e conclusão

Automação documental e assinatura eletrônica

Como o seguro depende de propostas, apólices, termos, endossos e comprovantes, a automação documental ganha protagonismo. Uma jornada integrada pode gerar documentos com base nos dados consentidos, enviar para assinatura, registrar evidências e devolver o status ao sistema de origem sem troca manual de arquivos.

Esse fluxo se relaciona com automação de contratos e gestão de contratos, especialmente em operações com alto volume. Quando documentos digitais, APIs e consentimento caminham juntos, a empresa reduz erros de preenchimento, retrabalho, tempo de análise e dependência de processos físicos.

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KPIs para medir resultados

Sem indicadores, o Open Insurance vira apenas um projeto tecnológico. Com métricas, ele passa a orientar decisões de produto, tecnologia, jurídico, atendimento e operações. Os KPIs devem acompanhar a jornada completa, desde o consentimento inicial até a contratação, a renovação e o suporte ao cliente.

KPIO que medePor que acompanhar
Taxa de consentimentoPercentual de clientes que autorizam o uso de dadosIndica clareza e confiança na jornada
SLATempo de resposta entre etapas internasMostra gargalos operacionais
ConversãoAvanço de cotação para contrataçãoAvalia aderência da oferta
NPSSatisfação e recomendaçãoRevela qualidade da experiência
ChurnCancelamentos e perdas de clientesAjuda a medir retenção

Dados consentidos tornam seguros mais úteis

O Open Insurance amplia a capacidade de criar produtos mais aderentes, jornadas mais rápidas e operações mais transparentes. A tecnologia sustenta APIs, segurança e governança, mas o valor real aparece quando o cliente entende o consentimento, percebe ganho de tempo e conclui processos sem atrito desnecessário.

Para empresas que lidam com documentos, contratos e dados sensíveis, Open Insurance também reforça a necessidade de autenticação, rastreabilidade e assinatura eletrônica confiável. Para avaliar esse tipo de estrutura em jornadas digitais, conheça o funcionamento da ZapSign como Autoridade Certificadora ZapSign.

Perguntas frequentes (FAQ)

O que é Open Insurance?

Open Insurance é o Sistema de Seguros Aberto, no qual o cliente pode autorizar o compartilhamento de seus dados entre instituições participantes. Esse compartilhamento ocorre por APIs, com regras de segurança, consentimento e padronização, para facilitar produtos, serviços, cotações e jornadas digitais no mercado de seguros.

Open Insurance é obrigatório para o cliente?

Não. O cliente decide se deseja compartilhar seus dados, com quem, por qual finalidade e por quanto tempo, conforme a jornada de consentimento aplicável. A empresa precisa apresentar informações claras para que a autorização seja consciente, segura e relacionada ao serviço oferecido.

Quais áreas da empresa são afetadas pelo Open Insurance?

Produto, tecnologia, jurídico, segurança da informação, atendimento e experiência do cliente são diretamente afetados. Produto ajusta ofertas, tecnologia integra APIs, jurídico acompanha consentimento e privacidade, enquanto atendimento e CX reduzem atritos na jornada de cotação, contratação, renovação e suporte.

Como APIs entram no Open Insurance?

As APIs padronizam a comunicação entre sistemas participantes, permitindo que dados e serviços sejam compartilhados conforme o escopo autorizado. Para funcionar bem, elas precisam de autenticação, disponibilidade, monitoramento, documentação técnica, versionamento e regras claras de segurança e governança.

Quais KPIs acompanhar em projetos de Open Insurance?

Os principais KPIs incluem taxa de consentimento, conversão, SLA, churn, NPS, tempo de contratação e taxa de conclusão da jornada. Esses indicadores mostram se a iniciativa melhora a experiência, reduz etapas manuais, acelera processos e gera valor mensurável para o cliente e para a empresa.

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